Mas afinal, o
que é inclusão
produtiva?

É a inclusão de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica no mundo do trabalho, diminuindo sua exclusão social e aumentando a produtividade do país.

Uma causa, muitos desafios.

Os obstáculos existentes ainda são discutidos a partir de uma visão muito fragmentada. Antes de mais nada, é preciso entender o problema sob diversos pontos de vista.

Mercado de trabalho

Quem se oferece para Trabalhar

  • Falta de capacitação
  • Inexperiência dos jovens
  • Baixo poder de barganha

Quem contrata profissionais

  • Eliminação de vagas pelo avanço tecnológico
  • Barreiras à contratação
  • Informação sobre vagas não chega à população de menor renda.
  • Discriminação de grupos sociais
Empreendedorismo urbano e rural

Quem produz produtos e serviços

  • Exclusão financeira
  • Dificuldade no acesso e uso de tecnologias
  • Falta de acesso à informação e conhecimento
  • Falta de infraestrutura
  • Custo e burocracia para negócios

Quem compra produtos e serviços

  • Exigências de qualidade dificultam a comercialização por pequenos empreendedores
  • Mercado inacessível devido a atores dominantes
  • Mercado insuficiente para a comercialização de produtos e serviços

Construindo um panorama crítico dos principais elementos que influenciam o campo da inclusão produtiva, no Brasil e no mundo.

O que realmente está em jogo? O que está sendo discutido e feito por quem atua no campo da inclusão produtiva? Levantar as respostas para essas perguntas foi o primeiro passo para a identificação de oportunidades com verdadeiro potencial de impacto.

A inclusão produtiva é um tema cada vez mais presente no âmbito internacional e nas ações governamentais e de fundações filantrópicas. Essa realidade surge da compreensão do quanto o aumento do nível de renda pela via do trabalho é fundamental quando o assunto é a redução da pobreza e da exclusão social.

Segundo a literatura internacional, a inclusão pode acontecer de diversas formas e cada uma delas está sujeita a diferentes obstáculos. A via mais conhecida ainda é a inserção no mercado de trabalho. No entanto, essa é uma via que está em profunda transformação. Além disso, é importante também abrir espaço para outros debates como o empreendedorismo individual ou coletivo, categorias que crescem a cada ano no país.

O mundo em transformação provoca reflexos nas oportunidades de trabalho.

A taxa de subutilização da força de trabalho é de

25%

= 28,3 mi

de pessoas

13,4 mi

Estão a procura de emprego

7,2 mi

estão subocupados, trabalhando menos horas do que gostariam. Em sua maioria, mulheres jovens entre 18 e 24 anos, com baixa escolaridade.

4,9 mi

são aqueles que, após busca e frustração, desistiram de procurar.

O restante é força de trabalho potencial.
Não estão em busca de emprego, mas estariam disponíveis para trabalhar.

Dados do IBGE - Junho/2019

Em 2018, 52 mi de brasileiros (38%) em idade produtiva estavam envolvidos com atividades empreendedoras, maior índice desde 2002.

Pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor)

Em agosto de 2019, o número de trabalhadores autônomos e informais também atingiu recorde de 24,3 mi de pessoas.

Somam-se a esses desafios o avanço de tendências que têm afetado as sociedades em todo o mundo.

Indústria 4.0

Apesar de trazerem importantes impactos em produtividade, os avanços tecnológicos também trazem desafios para a geração de empregos.

Envelhecimento da população

Este fenômeno suscita debates sobre as possibilidades de inclusão dos idosos no mercado de trabalho e sua necessidade de reciclagem profissional.

Interdependência urbana e rural

Territórios urbanos cada vez maiores e conectados com os espaços rurais exigirão a criação de oportunidades nos diferentes setores, tanto nas cidades como no campo.

Degradação ambiental

Por um lado, as mudanças causadas pelo homem ao meio ambiente ameaçam os empregos que dependem dele. Por outro, abre espaço para a geração de empregos em novos setores como a economia circular e o de energias renováveis.

Avanço do mercado de cuidados

Com uma população que tende a viver mais, esse é um campo de atuação que de não pode ser substituído pela tecnologia.

Diante de um cenário tão complexo, é ineficaz assumir que o desafio da inclusão produtiva é unidimensional.

Como pode ser visto acima, existem diversas aspectos que se relacionam entre si e que precisam ser compreendidos de forma mais ampla antes que qualquer intervenção seja implementada.